04/02/2008
O Canto Coral
Canto Coral, ou música coral, é a música escrita e arranjada especificamente para vozes de coristas. Coral, referente a coro, é também referência a um gênero musical homofônico, quando se referindo ao coral Luterano, como nos hinos litúrgicos e nos corais de Bach, referente a música que se desenvolveu a partir da Reforma Protestante. Estes são tradicionalmente homofônicos, cantados em alemão, originalmente, do mesmo período que os compositores. Os primeiros corais publicados, em 1524, "destinavam-se a ser cantados pela congregação em uníssono, sem harmonização nem acompanhamento. A notação, em alguns dos livros, é semelhante a do canto gregoriano contemporâneo e, por conseguinte, não indica a duração das notas, em que as notas são apresentadas em notação mensural precisa. Mas, tematicamente, os corais Luteranos são arranjos com variações melódicas de algum cantochão original do período da idade média. Sua forma varia pouco, como sendo estrófica, nos primeiros Chorales escritos por Martinho Lutero, nos quais o verso se repetia duas ou mais vezes; ou, ainda, o estilo coral pode vir numa variação da forma binária, mais usado por Bach, da original forma "tema e variação". Este estilo coral (alguns se referem a este gênero como "forma coral", ou "forma coral prelúdio", aludindo a forma musical distinta, constantemente presente em sua estrutura) não deve ser confundida com o termo coral usado como referência a um coro, como um grupo coral medieval, ou um grupo coral de uma opera ou um enorme coro que acompanha uma sinfonia coral, e que podem estar cantando noutras formas musicais; no entanto, canto coral é um termo que pode ser aplicado livremente para qualquer música escrita para um coro, ou até mesmo como designação de certos grupos menores como, madrigais, barbershop quartets (pequeno quarteto vocal típico estadunidense), entre muitos outros. Contudo, existe uma diferença distinta com o Canto Orfeônico que é o estudo formal e acadêmico a disciplina de Canto com preparação técnica e teórica para grandes grupos.
Um arranjo para Canto Coral tem a característica fundamental de um Arranjo Musical, e o Piano serve como o instrumento chave para o acompanhamento, quando necessário, aonde as quatro vozes do coral são representadas igualmente na partitura deste instrumento musical.
No Brasil o Canto Coral é amplamente difundido tendo recebido grande impulso com o trabalho de Villa-Lobos e seu Canto Orfeônico nas escolas. Na atualidade o canto coral é praticado em universidades, escolas, igrejas, associações e clubes, e empresas assim como também por grupos profissionais que realizam um trabalho de grande aceitação. Destacam-se na regência coral brasileira os maestros Nelson Matias, Marcos Leite, Carlos Figueiredo, Carlos Alberto Fonseca, Jayme Amatnecks, Samuel Kerr, Marcos Henrique Gonçalves, Eduardo Lackshevitz, Pedro Ferreira e Vilson Galvaldão.
Estilo "A cappella"
No estilo "A cappella" (em italiano), um grupo canta sem acompanhamento de instrumentos. Cada naipe executa uma parcela da harmonia da canção: um deles pode ser responsável pela melodia de cada frase musical enquanto os outros fazem o acompanhamento, como os instrumentos funcionam para o cantor; ou a linha melódica se desenvolve no próprio arranjo harmônico das quatro vozes que se intercalam ou revezam a parte da linha melódica.
Estilo “Antifonal”
Tradicionalmente, o estilo antifonal é em geral cantado durante uma missa quando dois coros cantam versos com um refrão, alternadamente, durante a leitura dos Salmos.
Estilo “Responsorial”
No estilo responsorial erudito e tradicional, que surge na Música medieval, os solistas cantam os versos e o coro canta o refrão. Comum também em outros períodos, em cantatas e noutros estilos da música barroca, principalmente quando no uso de dois corais, e também em oratórios, e mais tarde nas operas e até outros estilos na música popular quando há um coro, assim como em outros gêneros de obras para coro. Ainda é comum se referir ao estilo responsorial devido às perguntas e respostas entre o cantor solista e o grupo coral, em que, a cada frase da melodia, eles intercalam o texto. O conjunto de rock clássico, Pink Floyd, apresentou com o trabalho operático de Roger Waters, The Wall, o estilo responsorial em várias composições. Na música Another Brick in the Wall, Part II, por exemplo, o cantor solista canta o verso e noutro verso o coro infantil entra com a resposta. O verso do coro infantil é, melodicamente, o mesmo que o verso do cantor solista, fazendo a forma da música ser estrófica (sem refrão), mas a intercalação do coro ainda estabelece o estilo responsorial.
Conclusões: Por JP
A sociabilização, integração, a boa percepção melódica, além de outros fatores determinantes para um bom desempenho no canto (entre eles, o fator “emocional” é claro), favorecem ao aluno (a) de música em geral, uma melhor visão no que se refere à música em seu contexto global. O canto coral oferece ao seu praticante todas as funções necessárias para adquirir uma compreensão ampla na parte harmônica, melódica, rítmica e estrutural da música. Por isso esse projeto recebe de braços abertos àqueles que amam a prática do canto em sua essência, para que o Coral Millennium possa através dos vários estilos musicais, levar sua arte e seu carisma a todos os povos e fronteiras. Um abraço a todos,
João Paulo Mendes da Silva (JP) – Regente do Coral Millennium
Licenciatura e Bacharelado em Canto Popular (FPA)
Referências:
1. Grout, Donald J. e Claude V. Palisca. "História da Música Ocidental" Revisão Técnica de Adriana Latino, Dept. De Ciências Musicais da Universidade Nova de Lisboa. W. W. Norton & Company, Inc. (Trad. Ana Luísa Faria) 1988.
2. Coral de Bach e Martinho Lutero: algumas melodias de origem do cantochão.
3. Canto coral: de várias origens medieval.
Adaptado, revisado e editado por João Paulo Mendes da Silva – Licenciatura plena em Educação artística (ênfase em música) e Bacharelado em canto popular: FPA (Faculdade Paulista de artes).
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